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Publicado em 03/10/2014 | por Assessoria de imprensa

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Valores no cofrinho

Dou mesada ou não? Compro tudo o que o meu filho me pede ou digo que não é possível? Qual é a idade certa para ensiná-lo o valor do dinheiro? Essas são algumas dúvidas que atormentam os pais quando o assunto é financeiro.

Ao se aproximar dos três anos de idade, a criança já tem a compreensão de que o dinheiro existe e que com ele é possível comprar “coisas”. Os pais podem, então, inserir nas conversas a diferença entre o desejo e a necessidade. Mas vale a máxima: os pais são o exemplo, portanto, precisam sempre agir de acordo com o que falam.

Quando surgir o assunto – que, geralmente, vem com a clássica pergunta “mamãe, compra?” -, é válido mostrar a moeda do país e explicar as diferenças entre cada uma. Não necessariamente falar sobre o valor, pois talvez seja prematuro ainda.

Aos poucos, os pais podem inserir alguns conceitos, como “isso é caro” e “aquilo é barato”. A ideia é mostrar que existem alterações no preço de um mesmo produto em lojas diferentes, o que fará com que a criança, aos poucos, compreenda que a compra por impulso deve ser evitada.

Assim como deve ser evitada a compra, por exemplo, de um produto comestível por causa da embalagem ou da fome. Os pais até podem levar as crianças ao supermercado, mas é importante conscientizá-las de que isso não é um passeio, e sim uma necessidade. E é aconselhável também sempre ter uma lista de produtos que as crianças podem ajudar tanto na elaboração como na hora de pegar os itens na prateleira.

Também a partir dos três anos, é possível trabalhar com as semanadas. Isso vale até os dez anos de idade, pois nessa fase a noção de tempo é de curto prazo. Aos onze anos em diante, vale a mesada.

Quando a criança é menor, os gastos são, em sua maioria, na presença dos pais, por isso o ideal é fazer um cofrinho, para que elas possam visualizar a sua “poupança” crescendo e traçar o objetivo de comprar algo.

Ao ingressarem na escolinha, elas começam a ter noção de números e os gastos com o lanche, por exemplo, o que permite um planejamento, ou seja, aprendem o quanto podem gastar por dia sem comprometer o resto da semana e nem a sua “rica” poupancinha. E se ela vir a “falir”, será mais um aprendizado que servirá para o seu crescimento.

Mas lembre-se, a “mesada” é só uma das ferramentas para educar os filhos. A melhor maneira deles aprenderem a controlar os gastos ainda é o diálogo e o exemplo no dia a dia. Vale desde ler um livro que passe uma mensagem interessante a um jogo para a família.

E evite um erro muito comum: falar sobre dinheiro somente na sua falta. Enquanto se tem, as crianças não são abordadas, já na falta, acabam sentindo o corte de alguns lazeres e confortos, aprendendo inconscientemente que só se fala sobre o assunto em momentos ruins.

Acima de tudo, ensine que nem sempre o que custa caro tem valor e vice-versa. Afinal, um simples piquenique no parque pode ser muito mais divertido do que andar pelos corredores de um shopping fazendo compras.

(*) Essa matéria foi escrita por Gisele Kobayashi da CK Treinamentos – gisele@cktreinamentos.com.br

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