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Publicado em 28/07/2018 | por Vanessa Cosentino

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Uma fábula corporativa

Era uma vez, nesses tempos modernos, uma empresa em uma cidade como todas as outras. O sol ardia quente e o ventilador girava preguiçoso, fazendo um ventinho que não refrescava, mas bagunçava os papéis soltos na mesa da recepcionista. Um senhor, esperando ser atendido, tomava o café morno da cafeteira.

De repente, surge, todo esbaforido, um jovem, meio andando, meio correndo, passa na frente do senhor e diz ao atendente no balcão:

– Rápido… por favor… precisa ser agora…tenho que ser atendido…imedia..

– Calma, mocinho! Você passou na minha frente! Sabes com que falas? Sou Importante, tenho preferência, eu gero dividendos para a empresa, rentabilidade…

– O Senhor não me entende! Eu sou Urgente tenho que passar na sua frente, agora…

E antes de terminar a sua frase, ele saiu correndo e entrou no departamento comercial, passando pelas mesas, causando uma pequena baderna. Até que foi atendido pela mocinha de vendas.

E assim, na sequencia, depois do Urgente chegou o Ultra Urgente, o Master Urgentíssimo, o É-para-ontem-pelo-amor-de-deus! E com eles vieram também o Retrabalho, o Serviço Mal-Feito e as Horas ExtrasImportante ficou lá, esquecido, meio aturdido com tanta correria, ele achava que Dona Prioridade iria ajudá-lo, iria colocar ordem nas coisas, mas sozinha ela não dava mais conta.

Principalmente depois que aposentaram o Planejamento. Ele era tão bom funcionário, correto, mas ganhava muito, gastava muito tempo para concluir suas tarefas, sempre impecáveis, mas muito demoradas.

Depois que ele se foi, o Cronograma nunca mais foi o mesmo. Esse estava sempre atrasado, desatualizado e dia após dia o batalhão de Urgentes invadiam a rotina de trabalho. Importante foi ficando para trás e de tanto esperar sofreu uma transformação, virou um Já-era-seu-prazo-acabou. Não deu nem tempo de virar um Urgente. Coitado, se foi…

coachingcomigo

Quando a Liderança percebeu o engano, era tarde demais. Essa não era a primeira vez e muito se perdeu. Liderança convocou uma reunião, e ali debatendo que nem loucos, tentando identificar culpados e falhas do Sistema (ah, o Sistema, ele é sempre culpado), foi a tiazinha do café,  Dona Bom Senso, que interrompeu com sua simplicidade, dizendo para sua boquiaberta plateia:

– “Em terra onde o Urgente é melhor que o Importante, o Prejuízo é rei.”

Esse texto foi tirado de um antigo blog meu. Achei que ele ainda reflete uma realidade muito presente nas empresas.

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Obrigada e abraços!

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Sobre o autor

Coach de carreira. Formada e Certificada pela Sociedade Brasileira de Coaching, vem se dedicando a orientar profissionais a reencontrarem a paixão em sua carreira e conquistarem mais realização e qualidade de vida. Não vive sem cinema e música. E recarrega as baterias na prática de Yoga.


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