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Publicado em 03/07/2017 | por Vanessa Cosentino

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Síndrome do impostor

Mais comumente observada em mulheres, porém pode atacar ambos os sexos, a síndrome do impostor é um sentimento que costuma aparecer em profissionais que já colecionam algumas conquistas em suas carreiras. Não é exatamente um caso de baixa autoestima, porque do ponto de vista psicológico, a autoestima se refere a gostar de si mesmo e a síndrome tem o foco na carreira, porém, ela pode abalar tanto a autoestima quanto a autoconfiança da pessoa.

Ela incide mais nas mulheres pois elas sofrem mais cobranças, tanto externas como internas. Além disso, as mulheres ainda têm que equilibrar as expectativas de serem boas mães, estarem adequadas a determinado padrão de beleza e de comportamento.

E, portanto, é comum que elas, em determinado ponto de suas vidas profissionais, comecem a achar que não são tão competentes assim, que receberam muita ajuda ou que estão enganando as outras pessoas, considerando-se menos inteligentes ou menos competentes.

Mesmo que seus resultados sejam impressionantes e concretos, como um bom cargo, reconhecimento no mercado e um bom salário, esses profissionais tendem a se desmerecer, impondo-se altos níveis de crítica, vivendo em um clima de angústia e muito estresse, visto que se forçam a trabalhar muito mais do que os outros, sem conseguirem realmente aproveitar a sua posição e perceber as suas conquistas.

Quais são os principais indícios?

  • O profissional adquire um comportamento diferente do que vinha apresentando

A pessoa, que era muito ativa e desenvolta, passa a procrastinar as suas atividades, substituindo-as por outras de menor importância. Por exemplo: um gerente que precisa revisar um grande projeto, ao invés de fazê-lo, decide-se por limpar sua caixa de emails.

  • Sente que é uma fraude

Considera que sua experiência, sua inteligência e seus talentos não são suficientes e que é apenas um bom argumentador, que convenceu a todos sobre suas capacidades inventadas.

  • Maior introversão

Outra mudança de comportamento que pode ser observada por outras pessoas. O profissional que sofre da síndrome passa a evitar a exposição com medo do seu “segredo” ser revelado, ou seja, fantasiando que os outros vão descobrir a farsa que ele pensa ser sua vida profissional.

  •  Abuso do carisma ou de um comportamento muito dócil

Também movido pelo medo de não estar à altura do cargo desempenhado, essa pessoa passa a querer agradar demais aos outros para compensar. E pode até se rebaixar e se sujeitar a passar por situações humilhantes, que antes ela não passaria.

  •  Apresenta comportamento autossabotador

Começa a sofrer com atos falhos que podem comprometer os seus resultados como, por exemplo, chegar sistematicamente atrasado em reuniões muito importante, esquecer-se de fazer um relatório ou mesmo deixar de participar de projetos ou promoções que poderiam alavancar mais a sua carreira.

Como combater?

Dependendo do nível da síndrome e dos prejuízos psicológicos causados, a pessoa precisará de ajuda de profissionais como psicólogos ou coaches, porém, é possível combatê-la sozinho. Eu costumo dizer que em um processo de mudança de comportamento, precisamos saber contra o que estamos lutando e dar o nome para esse monstro. Portanto, o primeiro passo é identificar a síndrome do impostor.

Feito isso, a pessoa pode fazer uma linha do tempo e listar todas as suas conquistas. É importante que seja anotado em um papel ou no computador, pois ela precisa visualizar a sua história profissional e ter essa percepção de vitória.

Também é necessário que o profissional encare a síndrome e perceba quando ela está atuando. E decida, conscientemente a combatê-la, tirando, por exemplo, o peso de uma situação de fracasso.

Quem sofre dessa síndrome, tem muito medo de errar. Ela precisa perceber que o erro faz parte do processo e que a diferença está em não desistir frente a algo que não saiu conforme o esperado.

Outro aspecto importante é analisar os erros, entendendo que eles podem ser importantes fontes de aprendizado e de crescimento. E finalmente, desafie o crítico interno com pensamentos mais racionais: como seria possível enganar a todos em sua carreira profissional? Como seria possível ter sorte sempre ou ser ajudado por todo mundo? Esses não são pensamentos razoáveis, não é mesmo?

Visto dessa maneira, fica bem mais simples de entender que a pessoa fez por merecer e que foi o principal responsável por suas conquistas! Porém, é muito importante lembrar que esse é um exercício constante. E que a pessoa que sofreu com a síndrome, deve estar sempre alerta para que ela não volte a influenciá-lo e atrapalhar sua vida profissional e seu bem-estar.

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Sobre o autor

Coach de vida pessoal e carreira. Formada pela Sociedade Brasileira de Coaching, vem se dedicando a orientar as pessoas a promoverem transformações positivas em suas vidas. Não vive sem cinema e música. E recarrega as baterias na prática de Yoga.


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