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Publicado em 27/11/2017 | por Vanessa Cosentino

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Síndrome de Burnout

Como a maioria das doenças de cunho psicológico, a síndrome de Burnout é silenciosa, seus sintomas são difíceis de classificar e ela vai progredindo lentamente até a total exaustão da pessoa. Burnout é um termo em inglês que significa chamuscado ou queimando pelo fogo. É como se a pessoa fosse um palito de fósforo que ao ser acendido brilha e é vibrante, mas esse mesmo fogo irá consumi-lo e deixar um palitinho fino, carbonizado e sem utilidade.

E são esses os efeitos da síndrome, que ataca principalmente profissionais que tem sobrecarga de trabalho, excesso de cobranças e/ou um alto nível de perfeccionismo.

Aquela pessoa que antes era produtiva, trazia resultados para a empresa e era atenciosa com os colegas, passa a se comportar como um zumbi. Fica sem energia, irrita-se com facilidade, sente desânimo, falta de concentração e posteriormente decepção consigo mesmo e sentimento de fracasso.

É difícil classificar os seus sintomas já que podem ser confundidos com depressão, porém os principais são:

  • Exaustão mental

A pessoa sente-se no limite, sem condições mentais para tomar uma simples decisão ou concentrar-se em alguma tarefa. Além do raciocínio lento, pode sentir perda de memória. E essa exaustão não passa após uma boa noite de sono. É um estado contínuo.

  • Exaustão física

Apresenta sintomas como fraqueza, dores musculares, dores de cabeça, náuseas, alergias, quedas de cabelo, maior suscetibilidade a doenças oportunistas (gripe, por exemplo), distúrbios do sono e diminuição do desejo sexual.

  • Distanciamento afetivo e despersonalização.

A pessoa muda de personalidade e torna-se fria e distante. Seu humor fica alterado e a ela pode tornar-se ranzinza e amarga, sendo irônica e cética com colegas e condições de trabalho. Pode sentir também solidão, já que começa a se afastar dos outros.

  • Baixa produtividade e baixo grau de satisfação pessoal

O profissional começa a produzir menos e passa a considerar que aquilo que produz não tem valor e aos poucos também concluí que ele mesmo não tem valor.

Apesar de seus efeitos devastadores, a síndrome pode ser revertida, porém, o primeiro passo é estar atento aos sintomas e encarar que é necessária uma mudança de comportamento e da forma como encara o seu trabalho.

É importante entender que existem 2 tipos de fatores principais agindo no profissional afetado pelo Burnout:

  • Fatores externos: ambiente competitivo, excesso de demandas, prazos (na maioria das vezes) impossíveis de serem cumpridos e cobranças exageradas
  • Fatores internos: dificuldade em tolerar frustrações, necessidade de controlar tudo, impaciência, dificuldade em delegar funções e trabalhar em grupo.

É possível tratar a síndrome com medicamentos, a maioria deles antidepressivos e solicitar afastamento da empresa, já que a OMS (Organização Mundial de Saúde) entende que é uma doença ocupacional. Porém, o tratamento vai além do que apenas o medicamento. É preciso atacar a causa, senão o profissional, ao retornar do afastamento, se verá na mesma situação.

Associado à medicação é necessário rever o ritmo de trabalho e fazer um retorno gradual, respeitando os seus limites e necessidades. E pode-se também contar com o apoio de terapia, coaching e/ou meditação.

E então o que fazer para não ser uma vítima da síndrome ou para livrar-se dela?

  • Mudanças de padrões de pensamento:
    • Encare que o sucesso no trabalho não pode ser a única fonte da sua felicidade
    • Descubra outras formas de sentir-se recompensado e realizado
    • Avalie o custo x benefício de estar no emprego atual. Ele está alinhado com a sua missão (aquilo que você deseja fazer em sua vida?)
    • Verifique se os valores da empresa estão em choque com os seus. Muitas vezes o profissional “engole” a cultura da empresa que faz mal para ele, esperando que aquilo mude, porém ela raramente muda.
    • Permita-se! Errar é humano e buscar pela perfeição é ato utópico. A perfeição é como o horizonte, podemos vê-lo, mas jamais atingi-lo. Perceba suas limitações e seja mais flexível com você mesmo.
    • Não se isole. Conecte-se com sua família e amigos. E alimente sua espiritualidade, com certeza isso vai te ajudar muito!
  • Mudanças de comportamentos:
    • Mantenha atuante em sua rede de contatos
    • Mantenha-se atualizado quanto ao mercado no qual está inserido, veja vagas constantemente, faça cursos e circule. Não fique estagnado. É sempre mais fácil conseguir uma nova oportunidade se você estiver atualizado
    • Tenha hábitos saudáveis. Alimente-se bem e faça exercícios. Nenhuma empresa merece que você coma um sanduíche na sua mesa de trabalho enquanto responde milhões de e-mails.
    • Observe os sinais do seu corpo. Não ignore como se fosse uma besteira. Ele está te avisando que algo não vai bem. E sempre procure um médico. Em hipótese nenhuma tente se automedicar.
    • Aprenda a delegar. E delegar não é apenas passar a tarefa para a pessoa, é também saber cobrar o resultado.

Entendo que qualquer mudança é um desafio, porém o profissional afetado precisa se colocar em primeiro lugar e perceber que essa rotina é insana e que não deveria submeter-se a ela. Há outras formas de sentir-se realizado pessoal e profissionalmente. Estar fortalecido internamente é um ingrediente fundamental para buscar a sua felicidade.

#sejamais!

Se você gostou e já leu todos os meus artigos aqui, pode ver outros em www.elevencoaching.com.br

Forte abraço!

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Sobre o autor

Coach de carreira. Formada e Certificada pela Sociedade Brasileira de Coaching, vem se dedicando a orientar profissionais a reencontrarem a paixão em sua carreira e conquistarem mais realização e qualidade de vida. Não vive sem cinema e música. E recarrega as baterias na prática de Yoga.


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