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Publicado em 26/09/2018 | por Alessandra Paula Nunes

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Síndrome do Ovário Policístico

A Síndrome do Ovário Policístico, também conhecida como SOP, é um distúrbio endócrino que provoca desequilíbrio dos hormônios sexuais, levando à formação de cistos nos ovários aumentando-os de tamanho e interferindo no processo normal de ovulação das mulheres na idade fértil.

Esse desequilíbrio pode causar ciclo menstrual irregular, levando a atrasos na menstruação, aumento de pelos no rosto, seios e abdômen, acne, infertilidade, obesidade e também pode favorecer o risco para o desenvolvimento de Diabetes Mellitus tipo 2, doenças cardiovasculares e câncer do endométrio naquelas mulheres que já possuem uma predisposição genética para essas patologias. Muitos desses sintomas podem levar a diminuição da autoestima, resultando em depressão, ansiedade e irritabilidade, agravando ainda mais o quadro.

A nutrição tem um papel muito importante no tratamento da SOP, já que inúmeros fatores podem estar envolvidos na causa desse distúrbio, sendo a resistência à insulina um dos mais estudados. Assim, os cuidados com a alimentação têm sido indicada como adjuvante ao tratamento da SOP.

Para isso, aqui vão algumas modificações que podem ser feitas no seu dia a dia para ajudar no tratamento:

  • Consuma cereais integrais, como arroz, pães, biscoitos, massas e etc. Esses alimentos liberam a glicose mais lentamente na corrente sanguínea, e consequentemente, não provocam picos de liberação de insulina;
  • Aumente o consumo de alimentos fontes de fibras, como frutas, hortaliças, aveia e outros, uma vez que eles diminuem a absorção de açúcar;
  • Insira alimentos fonte de ômega 3, como sardinha, salmão, atum, linhaça e chia. Essa gordura apresenta propriedade anti-inflamatória, melhorando a ação da insulina nos tecidos periféricos, diminuindo a resistência a este hormônio. Alguns estudos mostraram que a suplementação de ômega 3 pode reduzir as concentrações de testosterona (elevadas em mulheres com SOP) e auxiliar na regulação do ciclo menstrual.
  • Evite o consumo de alimentos com alta concentração de gorduras saturadas, pois quando em excesso pode piorar o quadro de resistência à insulina, por serem pró-inflamatórias.
  • Aumente o consumo de alimentos ricos em magnésio, como vegetais verde escuros, cereais integrais e oleaginosas, como castanhas, nozes e amêndoas, já que ele é um micronutriente associado ao metabolismo dos carboidratos;
  • Procure introduzir mais alimentos ricos em cromo, como carnes, grãos (ervilha, feijão, lentilha e soja), leite e derivados e ovos, mineral associado à melhora da atividade desse hormônio nos tecidos responsivos a ele no organismo.

Mas lembre-se que as orientações não excluem o acompanhamento de um nutricionista para elaboração de um planejamento alimentar que respeite sua rotina, gostos, cultura alimentar e individualidade bioquímica, de forma a prevenir ou tratar esse distúrbio.

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Sobre o autor

Alessandra Paula Nunes

Nutricionista clínica e esportiva (a nutri dos esportes de combate!). Mãe do João e esposa do cubano Paco Garcia, a lenda do boxe brasileiro! Adora livros (ler e escrever), viajar, trabalhar e não fazer nada de vez em nunca. É ligada no 220 e fã do bom uso das redes sociais. Ah, e o seus pacientes a amam!


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