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Publicado em 26/03/2018 | por Vanessa Cosentino

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Mulher, ocupe o seu lugar!

No mês em que comemorarmos o dia da mulher, muitas reflexões são trazidas a tona. E esse panorama é muito importante para reconhecemos os avanços. Se por um lado, hoje as mulheres têm mais oportunidades e atuam em cargos que antes eram considerados masculinos, ainda temos uma lacuna a preencher. Os altos cargos das companhias continuam em sua maioria sendo preenchidos por homens.

E apesar de iniciativas no setor privado como o projeto 50/50 que diversas multinacionais implantaram no Brasil e que busca criar condições que possibilitem que 50% dos cargos de altas lideranças sejam ocupados por mulheres, ainda há dificuldades em encontrar candidatas para concorrerem a essas vagas.

Mas qual é o problema? As mulheres não estão preparadas?

As pesquisas discordam. A presença feminina é maior nas universidades, nos cursos de mestrado e doutorado. Porém, no momento em que elas se candidatam a uma vaga, buscam 85% a 90% de adequação ao perfil enquanto que os homens buscam em média apenas 35%. Esse comportamento, naturalmente, faz com que haja mais homens concorrendo às vagas e, portanto, as suas chances são maiores.

Não podemos creditar somente a esse comportamento a dificuldade de ascensão feminina. Temos outros entraves, como por exemplo os efeitos do viés inconsciente (saiba mais) e a dificuldade de conciliar a carreira e a maternidade.

Porém como coach busco mapear quais desafios são internos e, portanto, responsabilidade da própria pessoa, e neste aspecto as mulheres precisam de uma dose a mais de autoconfiança e ousadia para se apresentarem frente às oportunidades. Elas existem, estão sendo criadas condições para a igualdade, mas nada vai mudar se as próprias mulheres deixarem de agarrar essas chances com unhas e dentes.

E onde elas irão buscar essa autoconfiança e ousadia? Desafiando as avaliações que fazem de si mesmas.

Não raro vejo mulheres ignorando um passado de conquistas (provas concretas, tais como: notas em vestibular, desempenho em provas, projetos na carreira bem-sucedidos…) para apenas os olhar seus erros. Não há autoconfiança que resista a isso.

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Outra pesquisa traz mais luz a esse comportamento,  revelando que os homens, mediante o seu sucesso, creditam a si mesmos como os responsáveis. Aceitam com mais facilidades os elogios e percebem com mais clareza o seu papel na conquista nos resultados.

Já as mulheres quando são elogiadas costumam creditar o seu sucesso à sorte, comumente dizem estarem no lugar certo na hora certa ou apontam alguém que as ajudou. Sentem dificuldade em receber o elogio e a atribuírem o seu esforço/conhecimento/habilidade como o responsável pelos resultados positivos.

Portanto, esse texto  é uma convocação! Para que você, mulher, que está lendo isso agora. Pare de se esconder. Pare de sentar no canto da mesa e só assistir as reuniões, fazendo anotações. Você que pede desculpas por interromper uma conversa de negócios para falar algo importante. Você que deixa os colegas nitidamente menos preparados do que você assumirem melhores posições.

Seja você a primeira pessoa a buscar provas de sua competência. Seja tão obstinada a documentar os seus acertos como você é para destacar os seus erros.

Encare os erros como etapas de um processo. Não há sucesso sem falhas. Encare seu medo com mais frequência até que você descubra uma forma de desafiá-lo. O lugar que você deseja ocupar, o lugar que você merece ocupar não vai te esperar. Oportunidades estão sendo criadas, cabe a você agarrá-las.

Apresente-se, posicione-se e mostre o seu protagonismo. As mulheres das gerações passadas arriscaram tudo para abrir os caminhos para nós. Devemos isso a elas, a nós mesmas e às próximas gerações. Ocupe o seu lugar!

E que tal fazer a sua boa ação do dia encaminhando esse texto para alguém que precisa ler isso?

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Obrigada e abraço!

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Sobre o autor

Coach de vida pessoal e carreira. Formada pela Sociedade Brasileira de Coaching, vem se dedicando a orientar as pessoas a promoverem transformações positivas em suas vidas. Não vive sem cinema e música. E recarrega as baterias na prática de Yoga.


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