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Publicado em 15/05/2017 | por Vanessa Cosentino

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Minha mãe, minha primeira coach

Refletindo sobre o mês em que se comemora o dia das mães gostaria de fazer uma homenagem para a minha. Percebi que ela me deu importantes lições sobre empoderamento feminino em uma época em que esse assunto não era tão popular.

Eu nasci em 1975 (ops! Falei) e nessa época as mulheres ocupavam poucos postos de trabalho no Brasil. Era bastante comum que ao engravidarem, largassem suas carreiras e se dedicassem à maternidade. Minha mãe sempre trabalhou fora. Percebeu logo cedo que nada viria de graça e teve que travar algumas batalhas em sua vida.

Quando eu nasci, meu pai insistiu para que ela fizesse o mesmo que as outras mães, parasse de trabalhar e se dedicasse exclusivamente a mim. Porém ela foi firme e seguiu a sua vontade. Apesar da pressão, deu continuidade à sua carreira até se aposentar. E só parou de trabalhar para cuidar da minha avó, que ficou doente e precisou de atenção em tempo integral. Aliás, foi essa avó que ajudou minha mãe a me criar enquanto ela trabalhava.

E a partir dessa sua escolha, logo percebi que tinha uma mãe diferente das outras crianças. Ela não estava em casa o tempo todo e também não podia participar das festinhas da escola, que ocorriam de tarde durante a semana. Essa questão chegou a me incomodar por pouco tempo, enquanto não tinha muito discernimento. Depois passei a entender os seus preciosos ensinamentos, que eram fruto de seu exemplo:

– Nunca dependa de ninguém.

Para ela o trabalho é o grande fator de independência feminina. Sempre me estimulou a estudar e a pensar na minha carreira, para que eu pudesse verdadeiramente seguir o caminho que escolhi, assumindo o controle da minha vida. E me tornando responsável pelos meus atos e escolhas.

– Um rostinho bonito é só um rostinho bonito.

Outra grande lição! Essa frase sempre vinha seguida de um “Estude, minha filha, estude. Rostinho bonito, várias tem”. Ela sempre reforçava que a inteligência era a principal característica que eu deveria desenvolver. E novamente, seria esse o ingrediente para me fortalecer, construir o meu senso crítico e capacidade de análise, para não se deixar levar pelas opiniões dos outros ou ser enganada.

– Aprenda a se dar valor.

Essa frase ela falava quase que em uníssono com meu pai. (Verdade seja dita, ele também reforçou muito os outros aprendizados. Mas esse texto é uma homenagem às mães, não é mesmo?)

Essa lição foi muito importante e me marcou. Destacava que eu não deveria aceitar qualquer coisa ou qualquer pessoa. Eu deveria primeiro me valorizar e estabelecer limites claros que não poderiam ser ultrapassados. Me ensinou a ter uma escala de valores bem definida, conhecer a mim mesma e saber valorizar os meus aspectos positivos e desenvolver os negativos.

Sempre segui a risca e lembro de situações nas quais arrisquei o meu emprego, mas não os meus valores. E isso acabou me fortalecendo mais como mulher, pessoa e profissional.

Por esses motivos, que eu brinco que ela foi a minha primeira coach em uma época que nem existia essa profissão. E repassando um pouco dos conceitos que eu abordo em meus atendimentos como coach de carreira, eu percebo que ela me ensinou muito bem e eu sinto muito orgulho dela!

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Sobre o autor

Coach de vida pessoal e carreira. Formada pela Sociedade Brasileira de Coaching, vem se dedicando a orientar as pessoas a promoverem transformações positivas em suas vidas. Não vive sem cinema e música. E recarrega as baterias na prática de Yoga.


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