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Publicado em 22/01/2016 | por Vanessa Cosentino

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Fazer o que ama é suficiente?

Não é só você, pode ter certeza! Nesse momento, várias pessoas estão questionando as suas decisões profissionais. Grande parte das dúvidas estão ligadas ao momento de instabilidade pelo qual o país está passando, mas não é somente esse o aspecto. E não importa a sua idade, se você começou agora ou está no mercado há alguns anos, já percebeu que o modelo de carreira que foi seguido por gerações, atualmente não faz mais sentido. Quase todos os critérios mudaram, desde o tempo de permanência em uma mesma empresa, a jornada de trabalho, a forma de contratação e até os tipos de profissões.

Quem poderia prever que uma pessoa recém-saída da faculdade poderia abrir a sua própria empresa (start up) e ter um belo faturamento vendendo aplicativos para celular? Nem os mais visionários. Mas se as referências não estão no passado, na carreira de nossos pais, onde elas estão?

Parte da resposta é que estão dentro de você. A máxima “faça o que ama e não trabalhe sequer um dia” ganhou força e é praticamente uma unanimidade entre as principais orientações de especialistas em Recursos Humanos. E com certeza, funcionários apaixonados por seus ofícios são mais motivados, produzem mais e apresentam desempenho superior ao lidar com situações estressantes. Porém, essa visão é um pouco simplista. Antes de apostar todas as suas fichas na sua paixão, você precisa ponderar 3 aspectos:

  1. Habilidade

E já que você vai ajustar a sua bússola interna, precisa ser sincero consigo mesmo e se perguntar se você tem habilidade para executar profissionalmente a atividade que você ama. E em caso negativo, o quanto você está disposto a investir para desenvolvê-la. Quase todos os meninos, um dia, já sonharam em serem jogadores profissionais de futebol. Mas e a habilidade? Quantas horas de treino eles estarão dispostos a realizar? Não só em campo, mas a parte física, os exercícios repetitivos de musculação? Certamente que nem todos se dedicarão a isso ou terão condições de desenvolver as características necessárias.

  1. Demanda

Você adora ler, é uma referência entre os seus amigos e tem um dom especial para indicar livros para as pessoas. Você tem paixão e tem a habilidade, e a demanda? Quem irá “comprar os seus serviços?” Esse é outro aspecto, você precisa identificar se existe um mercado para aquilo que você vai desenvolver, ou isso será apenas um passatempo. (A boa notícia é que para esse exemplo, existe sim uma demanda. Existem empresas que são curadoras de conteúdo e identificam para seus clientes que livros eles devem ler, exposições para visitar e etc).

  1. Processo

Esse aspecto, ao meu ver, é o mais importante. Você já percebeu que tem habilidade, existe a demanda, então pergunte-se se está disposto a enfrentar o processo. Quais são os pontos negativos da profissão escolhida? A parte ruim daquilo que você está prestes a se dedicar. E listando os “contras”, verifique se você irá encará-los. Se tem o perfil para isso ou se pode desenvolvê-lo. Muitos querem ser um executivo de sucesso a frente de uma multinacional, mas e o processo para chegar lá? Lidar com a pressão por resultados, gerenciar muitas pessoas e abrir mão dos fins de semana, são alguns dos pontos negativos (grosseiramente listados), a serem avaliados.

Saber o que te faz feliz é importante, mas saiba também quais batalhas terá que travar nesse caminho. Os resultados dependerão não da paixão pelo que faz, mas da sua força em resistir e lutar para chegar lá.

 

 

 

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Sobre o autor

Coach de carreira. Formada e Certificada pela Sociedade Brasileira de Coaching, vem se dedicando a orientar profissionais a reencontrarem a paixão em sua carreira e conquistarem mais realização e qualidade de vida. Não vive sem cinema e música. E recarrega as baterias na prática de Yoga.


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