Cultura curta_Com_Pipoca

Publicado em 26/03/2018 | por Krishna Shinno

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Eu, Tonya

Eu, Tonya (I, Tonya) está entre os melhores filmes que o Curta com Pipoca já assistiu. Baseada em fatos reais, a cinebiografia conta a história da patinadora artística Tonya Harding, atleta americana que foi uma das maiores patinadoras no gelo do mundo, mas ficou mais conhecida por ser acusada de planejar um ataque contra a sua principal rival durante as Olimpíadas de Inverno de 1994, Nancy Kerrigan. Na época o fato repercutiu muito, mas vamos conhecer um pouco mais sobre Tonya Harding, garanto que vale a pena.

eutonya-01Tonya Harding (Margot Robbie) desde pequena dominava o gelo com perícia sem rivais. Sua mãe super autoritária, LaVona Harding (Allison Janney), a criou com um único objetivo, patinar. Apesar do relacionamento difícil entre elas, a infância pobre e sem o pai, que a abandonou, Tonya consegue decolar como campeã do Campeonato de Patinação no Gelo do Reino Unido e como segunda colocada no campeonato mundial.  Ao conhecer Jeff Gillooly (Sebastian Stan), que logo se tornaria seu parceiro, o mundo de Tonya começa a ficar  totalmente distante daquilo que ela mais gosta. Surge então uma rival em potencial, Nancy Kerrigan (Caitlin Carver), e sua trajetória e vida são marcadas  por algo totalmente diferente.

Direção de Graig Gillespie e roteiro de Steven Rogers, o filme foi baseado em entrevistas sem ironia, muito contraditórias e totalmente reais com Tonya Harding e Jeff Gillooly. Dificilmente eu começo a falar de um filme já elogiando, mas de fato a sua narrativa foi excelente e nós, telespectadores, passamos a ter  uma ideia  mais profunda sobre a própria Tonya. Chega a ser absurda e até cômico como tudo isso repercutiu como o maior escândalo na história da patinação nos Estados Unidos. O elenco é perfeito, e recentemente a atriz Allison Janney ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante no Oscar 2018. Merecida e incrivelmente,  ela faz o papel da mãe de Tonya -chega a dar raiva. Margot Robbie também foi indicada ao Oscar de Melhor atriz, mas quem levou foi Frances McDormand (confesso que torci por ela!) do filme Três Anúncios para Um Crime, que já comentamos aqui! Eu recomendo e como já disse: adoro biografias e Graig Gillespie foi genial. Apesar do filme não ser indicado ao Oscar como um dos melhores, ele agradou muita gente.

Bom, voltamos de vento em popa e com  muitas novidades! Eu, Tonya, foi um convite da Califórnia Filmes. Para aqueles que gostam de uma boa história que divide opiniões, se o protagonista é vilão ou vítima, fica essa excelente  dica baseada em fatos reais. Uma ótima semana e fiquem em paz!

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Sobre o autor

Aprecia tudo que esteja culturalmente agregado às emoções, e o cinema faz parte do universo encantador que a transporta para sonhos até transformá-los em história. Compartilha as suas experiências cinéfilas, acompanhada de uma boa dose de reflexão.


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