Cultura curta_Com_Pipoca

Publicado em 29/05/2018 | por Krishna Shinno

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Eu só posso imaginar

Olá, queridos, a nossa próxima experiencia vai tocar fundo com uma canção que despertou esperança para muitas pessoas. Eu Só Posso Imaginar (I Can Only Imagine), não carrega na religiosidade, embora a música seja muito conhecida não somente pela comunidade cristã. O que de fato vamos absorver é o nascimento dessa linda canção onde a fé e o perdão são imprescindíveis. Vocês conseguem imaginar?

Bart Millard (Brody Rose – criança /J. Michael Finley – adulto) é o vocalista de uma banda cristã chamada MercyMe e desde a sua infância teve um relacionamento muito conturbado com seu pai (Dennis Quaid), que sempre o maltratou e nunca entendeu os seus gostos,  principalmente pela música. Para Bart, o único momento de paz era ligar seu  “Walkman” e ouvi as suas canções preferidas, incluindo as de Emy Grant. Com o passar do tempo o relacionamento entre os dois ainda continuava muito difícil e Bart jamais conseguia ouvir qualquer  incentivo de seu pai. Com o coração carregado, Bart resolve pegar estrada com a banda MercyMe.  Ele precisava provar que conseguia contornar seus traumas e seguir em frente. Era preciso passar por tantos percalços para poder chegar ao perdão. Diante de uma inesperada situação, Bart profundamente inspirado escreve Eu Só Posso Imaginar, colocando sua história arrancada do fundo do seu coração nas mãos de Deus. Mas o que foi tão devastador para que essa canção contasse a sua própria história? eusopossoimaginar-01

Direção dos irmãos Andrew Erwin e Jon Erwin – os mesmos de “Bebê de Outubro”, “Mamãe: Operação Balada” e “Woodlawn” – sempre com uma narrativa abordando fé, esperança e perdão. Seus filmes possuem muitas questões e uma relação constante com Deus por um ponto de vista bem peculiar de cada personagem.  Além de Dennis Quaid que está impecável nesse papel de um pai aparentemente desgastado, desacreditado e frustrado  com a vida.   O drama reúne os atores Madeline Carroll, Cloris Leachman, Trace Adkins, Priscilla ShirerRhoda Griffis.  J. Michael Finley transmite toda emoção no papel do protagonista e comove muito. É uma relação de amor e ódio  com desfecho surpreendente, claro antes disso muitas  lágrimas rolaram. Umas das cenas que me  emocionou bastante é quando Bart desenha a si mesmo abraçado a um enorme monstro cansado, que na verdade é seu pai. Metáfora daquilo que sempre viveu ao seu lado, ou seja, uma pessoa que nunca o compreendeu. Amar um monstro é possível? Bart sonhava, cantava, imaginava e apanhava, talvez isso fez ele ir além.  Perdoar não é fácil e isso é um momento onde sua fé entra em questão.  Obviamente o filme retrata bem essa questão do perdão, mas a história também relata a trajetória da banda e as dificuldades que encontraram pelo caminho até alcançar o sucesso com a canção que ganhou dois Dove Awards em 2002, dos quais um foi na categoria Música Pop Contemporânea do Ano e outro na categoria Música do Ano. Bart Millard também ganhou o prêmio de Compositor do Ano. O filme estreia dia 31 de maio pela Paris Filmes.

Queridos, em certa ocasiões nossas principais questões com Deus são respondidas através da música. Sim, quantas vezes aquela musiquinha te fez bem? O curioso é sempre entender a história por trás daquela letra, seja ela uma história real ou inspiradora. Eu Só Posso Imaginar vai te cutucar no fundo do coração. É um excelente filme com uma dose perfeita de reflexão. Quem sabe uma resposta nesse momento. Uma ótima semana e fiquem em paz!

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Sobre o autor

Aprecia tudo que esteja culturalmente agregado às emoções, e o cinema faz parte do universo encantador que a transporta para sonhos até transformá-los em história. Compartilha as suas experiências cinéfilas, acompanhada de uma boa dose de reflexão. A Cultura tem essência.


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