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Publicado em 21/12/2017 | por Vanessa Cosentino

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Empoderamento feminino

Pelo segundo ano consecutivo, a Revista a3 foi credenciada para assistir ao 7º Fórum Mulheres em Destaque e novamente tive uma boa impressão do panorama apresentado. É claro que ainda falta muito a avançar nesse tema, mas, como coach, eu gosto de olhar para trás e perceber o quanto foi trilhado até aqui para ter a percepção de movimento, mesmo que não tenhamos chegado ainda em nosso objetivo final.

Multinacionais representativas no Brasil trabalham com afinco para ter em seu board de diretoria 50% de mulheres, ou seja, metade dos altos cargos de decisão. E algumas delas estão muito próximas dessa meta. Também estão sendo realizadas iniciativas para capacitar as jovens e prepará-las para avançarem em suas carreiras. São necessários treinamentos em relação ao aprendizado técnico, como também em relação ao comportamento de liderança. Algo que ainda é visto como um desafio pelas próprias mulheres.

Programas como Women In Science, Technology, Engineering, Mathematics, Manufatiring e Design  (Mulheres na ciência, tecnologia, engenharia, matemática, manufatura e design) buscam estimular e capacitar as meninas, desde o ensino médio, a se interessarem por essas áreas e a ocuparem também posições de destaque.

As empresas apresentaram medidas para incluir a diversidade de raça, além da diversidade de gênero e também as pessoas com deficiência física. A diversidade de gênero nas empresas gera 15% de crescimento em alta performance e 35% de crescimento em alta performance se houver diversidade étnica. Empresas diversas são mais acolhedoras e também promovem melhor ambiente de trabalho, estimulando a criatividade e a produtividade.

Mais uma tendência é manter os seus funcionários felizes, não somente com gratificações financeiras, mas também promovendo um ambiente cooperativo e que estimule a criatividade na solução de problemas. Continuar a combater os vieses inconscientes (saiba mais aqui) continua sendo muito importante, porém, outra abordagem está sendo realizada nesse sentido.

Se na edição anterior desse Fórum as mulheres foram convidadas a procurarem aliados (sejam eles seus próprios maridos e colegas de trabalho) nessa edição o conceito é mostrar que um ambiente diverso promove a liberdade de expressão também para os homens. Aqueles que não estão dentro do estereótipo típico encontram mais oportunidades de serem quem são e serem reconhecidos positivamente por isso.

Outro aspecto que me chamou a atenção muito positivamente foi o aumento de homens na plateia, interessados pela temática de forma mais ativa. O que ecoou nos dois dias de Fórum é que as mulheres precisam ocupar os seus lugares, ou seja, ocupar os altos cargos de liderança e que essa vontade precisa, primeiro, partir delas. Porém, também descortinou-se a importante tarefa de definir como será essa liderança. Se antes era necessário abrir o espaço de forma agressiva, quase na base da força, agora é o momento de redesenharmos a liderança feminina. Utilizando as habilidades que temos mais desenvolvidas e ajustando o discurso para gerar empatia e comunicação entre os gêneros. A liderança feminina não é copiar o jeito masculino, usar roupas masculinizadas, cortar o cabelo e não usar maquiagem ou acessórios.

A liderança feminina é assumir o diferente, é assumir as características físicas e comportamentais que nos fazem diferentes dos homens e por isso, enriquecem o ambiente corporativo, a tomada de decisões e resoluções de problemas. Fica o meu convite para você, que já está pensando em 2018, como assumir o seu papel na liderança de seus próprios atos e como ser você mesmo ou mesma, pois o mundo precisa do que é diverso. O que era padronizado está ficando para trás.

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Obrigada por acompanhar meu trabalho e Feliz Ano Novo!

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Sobre o autor

Coach de carreira. Formada e Certificada pela Sociedade Brasileira de Coaching, vem se dedicando a orientar profissionais a reencontrarem a paixão em sua carreira e conquistarem mais realização e qualidade de vida. Não vive sem cinema e música. E recarrega as baterias na prática de Yoga.


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