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Publicado em 17/09/2018 | por Vanessa Cosentino

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Destralhar é preciso

A vida ficou complicada. Pelo menos é o que eu sinto quando comparo com a quantidade de decisões que meus pais tinham que tomar na minha idade. Temos muito acesso a informação, muitas opções e estímulos e, apesar de achar que toda essa gama de escolhas é positiva, ela nos traz o desafio de conseguir enxergar o que é fundamental e o que é descartável.

Ter muita informação pode ser tão desafiador como não ter nenhuma, e o exercício de simplificar a vida é nesse sentido. Para que consigamos eliminar os excessos e ver com clareza o que é importante para uma vida com mais qualidade e bem-estar.

O estresse, a depressão e a ansiedade parecem se alimentar desse caos e é por isso que tanto se fala em acalmar a mente, em reduzir os inúmeros pensamentos ao mínimo possível. Nesse sentindo, existem algumas técnicas, como a meditação e o mindfulness.

Porém a minha dificuldade sempre foi trazer para o plano concreto essas técnicas que são mentais. Acredito que muitas pessoas também têm essa dificuldade e por isso minhas respostas vieram a partir do corpo e do mundo externo.

Para treinar o meu mindset (forma de pensamento) a se concentrar no que é essencial e descartar o que é excessivo, eu me baseei no livro “A Mágica da Arrumação”, de Marie Kondo, no qual ela consegue fazer verdadeiras transformações na vida da pessoa a partir da arrumação da sua casa.

Ela propõe que você tenha em casa objetos que estejam dentro desses 2 critérios: os que são úteis e os que te trazem alegria. Eu achei isso tão incrível que dá para aplicar esses 2 critérios para quase tudo que nos cerca: relacionamentos, profissão, saúde e pensamentos. Confira algumas outras dicas em “A arrumação que faz bem”.

Marie propõe que se faça a arrumação da casa dividindo os objetos em categorias, como por exemplo: documentos, roupas de verão, livros, cosméticos e assim por diante. E que você encare cada objeto da categoria pensando se aquilo é útil ou traz alegria. O que estiver fora, você deverá descartar.

Será que dá para simplificar as suas decisões a esse ponto? Marie garante que sim e mais, ela tem casos de pessoas que emagreceram ou saíram da depressão depois de fazer esse “faxinão” na casa. Eu acredito que sim, que seja possível, já que a mente que (des)organiza a casa é a mesma que toma as decisões quanto ao trabalho, aos relacionamentos, a forma que lida com os insucessos/sucessos e a forma que lida com o corpo.

Por isso o meu convite é que você pare um pouco para observar a sua casa. Como você tem lidado com ela? Como estão os objetos? Acumula coisas quebradas, sem uso, que não te servem mais? E se compararmos às suas lembranças? Acumula muitos momentos amargos que não te pertencem mais, que ficaram no passado, que só servem para te fazer sofrer mais?

Ou pode ser que sua alimentação seja desorganizada, comendo em excesso ou coisas que te fazem mal e que você deveria descartar. Sem falar nos relacionamentos: amigos, companheiro(a), chefes tóxicos que não te servem mais? Está na hora de destralhar tudo isso!

Mas como eu falei no começo do texto, pode ser muito desafiador. Então, comece pela sua casa, categoria por categoria. Eu tenho certeza de que depois dessa jornada você se sentirá mais confiante e preparado(a) para limpar os outros aspectos da sua vida. Uma dica importante, nunca comece pelos objetos que tem valor sentimental. Esses são os mais difíceis. Inicie por documentos e demais categorias pelas quais você não tem apego. E nunca destralhe as coisas dos outros. Se você quer incentivar alguém a fazer a faxina, comece pelas suas coisas. O seu exemplo e resultados irão estimular o outro.

Vamos nessa? Caso queira compartilhar a sua experiência ou tirar dúvidas, conte comigo! Vou adorar falar com você! Envie uma mensagem por aqui.

E para saber mais sobre esse tema, acesse o meu instagram, facebook  podcasts .

Abraços!

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Sobre o autor

Coach de carreira. Formada e Certificada pela Sociedade Brasileira de Coaching, vem se dedicando a orientar profissionais a reencontrarem a paixão em sua carreira e conquistarem mais realização e qualidade de vida. Não vive sem cinema e música. E recarrega as baterias na prática de Yoga.


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