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Publicado em 03/10/2014 | por Assessoria de imprensa

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Alergia em cachorro

Ela é uma das causas campeãs de visitas aos consultórios dos médicos veterinários e pode ser disparada por uma infinidade de fatores e de elementos que estão por todo o ambiente. A dermatite atópica é uma doença inflamatória e pruriginosa da pele, de ordem genética, e precisa ser tratada com atenção.

Mas como identificá-la? Segundo a Profª. Mestre Camila Domingues de Oliveira, responsável pelo serviço de dermatologia veterinária na VESP Especialidades Veterinárias, a alergia provoca inflamação na pele e coceira constante de variados graus de intensidade, que não só prejudica a qualidade de vida dos animais como incomoda muito os proprietários ao observarem o seu companheiro em situação tão desconfortável. “Os cães apresentam lambedura nas patas e o ato de roçar o corpo em móveis, paredes e tapetes, além de se mordiscar e de se coçar com as patas”, destaca.

A dermatite atópica é geralmente causada pelas mesmas substâncias que ocasionam a rinite e bronquite alérgica no homem, como os ácaros da poeira doméstica, bolores e fungos, epitélios de insetos e de animais, pólens e gramíneas. Todas praticamente impossíveis de serem eliminadas do ambiente.

“O seu diagnóstico é complexo, sendo realizado através da exclusão de outras doenças que causam coceira, como as parasitárias, fúngicas e bacterianas, bem como as outras alergias. Nos animais, onde o diagnóstico já foi estabelecido, o teste alérgico pode ser realizado na tentativa de identificar quais substâncias presentes no ambiente são responsáveis pelo seu desencadeamento”, relata Camila.

Dos testes disponíveis, o alérgico intradérmico é considerado o mais confiável, visto que permite a avaliação direta da pele frente à aplicação de substâncias indutoras de alergia em cães. A partir das reações positivas observadas, é possível desenvolver uma vacina específica para o tratamento.

“Vale ressaltar que o tratamento  da dermatite atópica exige o uso de diversos medicamentos de forma contínua para o controle da alergia que – com o tempo – podem apresentar efeitos colaterais”. Já as vacinas são praticamente isentas desses efeitos e mais uma aliada no combate, podendo reduzir e até mesmo fazer com que os medicamentos não sejam mais necessários em longo prazo.

“É importante lembrar que a doença – por seu caráter genético – não tem cura. O tratamento visa o seu controle, melhorando a qualidade de vida do animal e amenizando os sintomas da alergia. O método com vacinas pode ser realizado em animais em qualquer faixa etária, desde os muito novos a idosos, sem contra indicação”, afirma Camila.

* Esta matéria foi escrita pela assessoria de imprensa da Vesp Especialidades Veterinárias – (19) 3367-6733/ 3367-6734 – Rua Barão de Paranapanema, 304, Bosque, Campinas.

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