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Publicado em 01/03/2019 | por Vanessa Cosentino

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A sociedade do cansaço

Uma amiga querida recentemente me indicou um livro para um trabalho de pesquisa que estava fazendo, chamado “A Sociedade do Cansaço” de filósofo e ensaísta sul-coreano Byung-Chul Han.

Em sua teoria ele demonstra como os aspectos culturais e comportamentais da nossa sociedade estão contribuindo para desenvolver as chamadas doenças da psique (depressão, síndrome do pânico, síndrome de ansiedade e a síndrome de Burnout). Se quiser saber mais sobre Burnout eu escrevi aqui para a coluna. Veja aqui.

Para Han, vivemos em uma sociedade de excesso, tanto de positivismo, como de produtividade, na qual somos levados a acreditar que é possível ser feliz de forma intermitente e que para isso temos que produzir cada vez mais.

O positivismo gera essa quase obsessão em sermos felizes o tempo todo. Estamos condicionados, e as redes sociais estimulam isso, a buscar a felicidade intermitente, que se traduz em uma coleção de fotos de pessoas sorrindo cujas legendas sentenciam: “estou na melhor festa da minha vida”, “tenho os melhores amigos do mundo”, “o melhor carnaval… a viagem mais incrível, o projeto mais memorável….” criando uma falsa impressão de que o outro vive feliz o tempo todo, exceto você.

E ao invés de nos libertar, essa busca nos aprisiona, pois para ser feliz são estipulados alguns padrões: de beleza, de sucesso, de estilo de vida, entre outros. Se antes a escola e demais instituições disciplinares ditavam as regras, hoje são as academias, prédios de escritório, bancos, shopping centers e laboratórios de genética que nos aprisionam. Ter o corpo mais sarado, a carreira dos sonhos e a família perfeita são os novos modelos impostos. Não há espaço para a dúvida, o erro, a imperfeição e a tristeza. Aqueles que não se enquadram, logo serão taxados de fracassados e/ou depressivos.

A sociedade da produtividade, por sua vez, prega que as pessoas devem apostar todas as fichas em suas carreiras, porém, o ambiente corporativo tem se tornado cada vez mais competitivo, instável e tóxico. Dessa forma, a conta não fecha. O indivíduo é levado a viver uma vida na qual ele não acredita e acreditar em um trabalho que não pode lhe dar os retornos que ele sonhou. Como resultado, temos então, a sociedade do cansaço, no qual as pessoas sentem-se exaustas de perseguirem o inatingível, de mirarem em visões idealizadas e, portanto, inalcançáveis. Acredito que nesse contexto se faz necessário isolar os padrões e o meu papel como coach é sim levar as pessoas a se realizarem em suas carreiras, porém dentro dos parâmetros que essa pessoa definiu para si mesma, com uma estratégia que seja sustentável e que gere qualidade de vida. Trabalhar 14 horas por dia, almoçar na frente do computador e aguentar assédio moral de um chefe tóxico só para ser promovido não é uma estratégia sustentável.

Eu sempre digo que a chave é o equilíbrio.  Equilibrar os seus desejos versus o que é possível conquistar. Equilibrar os seus desejos versus o preço que você está disposto a pagar para realizá-los. E vamos falar a verdade, às vezes aquele desejo nem é seu. Foi implantado por cobranças externas ou “é o que todo mundo faz”. Acho que a pergunta mais importante no meu processo de coaching, e para você se fazer o tempo todo, é “o que realmente é importante para mim?

Você já descobriu?

E para saber mais, acesse o meu instagramfacebook  youtube .

Abraços!

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Sobre o autor

Coach de carreira. Formada e Certificada pela Sociedade Brasileira de Coaching, vem se dedicando a orientar profissionais a reencontrarem a paixão em sua carreira e conquistarem mais realização e qualidade de vida. Não vive sem cinema e música. E recarrega as baterias na prática de Yoga.


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